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A democracia ateniense, direta ou excludente?


A democracia ateniense era instalada localmente, gerando uma simpatia popular, porém sendo incapaz de incluir os mais desfavorecidos em um “sistema político unificado”.
As assembléias do povo eram integradas por todos os cidadãos, sendo que estes exerciam o ato da cidadania por legitimidade, ou seja, por naturalidade e também por admissão mediante a filiação ateniense.
Estes elementos dispunham de direitos civis e políticos, todavia muitos destes cidadãos não compareciam as assembléias.

Então sob o domínio de “políticos profissionais” as assembléias continham o número deliberado de ricos tradicionais e “novos ricos”.
A predominância social ateniense era constituída de elites intelectuais sustentadas por um modo de produção escrava e pela prestação de serviços estrangeiros representando o privilégio de uma minoria que desconsiderava os seus escravos, estrangeiros, mulheres e até menores de dezoito anos.
Os baixos níveis em tecnologia, movida de mecanismos simplórios, garantem a Atenas o mérito de praticar democracia mesmo que de forma limitada.
Em suma, ainda que seja evidente que sem o modo de produção escravista e as prestações de serviços estrangeiros a polis ateniense não poderia ter existido e que naquela sociedade a aceitação desses meios era devido a uma cultura voltada a Status sociais, a democracia direta era excludente, possuindo falhas estruturais de implantação governamental.

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